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    Rodrigo Medeiros

    20 de Agosto de 2018 por Rodrigo Medeiros

    Desde a saída de Phil Jackson, em 2011, o Lakers não mantém o mesmo técnico por três temporadas seguidas. De lá pra cá, tivemos Mike Brown por 71 jogos (2011-12), Bernie Bickerstaff, por 5 jogos (2012), Mike D’Antoni em 154 jogos (2012-14) e Byron Scott, o mais longevo, com 164 jogos (2014-16).

    Fortalecido no cargo, Luke Walton está preparado para quebrar esta escrita, numa tendência de que continue evoluindo e permaneça por mais tempo à frente da franquia angelina. Ele já empatou com Scott, ao completar 164 jogos (duas temporadas completas), como o treinador mais longevo dos últimos anos.

    Após duas temporadas “roendo o osso” o treinador chega a sua terceira campanha no comando do time com um elenco para voltar aos playoffs, e quem sabe brigar por algo mais nessa temporada.

    A evolução da equipe nas mãos de Walton foi nítida. Não só pelo número de vitórias, mas pela melhora defensiva, um time mais guerreiro em quadra. Mesmo diante das várias dificuldades na temporada passada, como o elevado número de lesões no elenco, a franquia não só passou as 30 vitórias como atingiu a marca de 35, dando um importante salto em relação à temporada anterior. Além disso, com muitas lesões no decorrer da campanha, ficou a impressão que o time poderia ter vencido ainda mais jogos, e poderia mesmo.

    Importante lembrar que o time era basicamente formado por jogadores jovens, via draft, como Lonzo Ball, Brandon Ingram, Julius Randle, Kyle Kuzma, Ivica Zubac, Josh Hart, Jordan Clarkson e Larry Nance Jr, sendo que os dois últimos foram trocados no meio da temporada com o Cleveland Cavaliers.

    Com a adição de LeBron James, Rajon Rondo, Lance Stephenson, JaVale McGee e Michael Beasley o elenco ganha experiência e claro, muita qualidade. LeBron chega para liderar o time e levar o Lakers novamente aos playoffs.

    Luke Walton poderá se firmar de vez como técnico. Foram contratados jogadores que se encaixam na sua filosofia de jogo e a tendência é que a equipe suba de patamar e não só chegue os playoffs como brigue ao menos por uma semifinal de conferência.

    Muitos dizem que Walton terá um prato cheio em termos de vestiário, pois muitos dos veteranos contratados possuem personalidades fortes, e isso pode atrapalhar, especialmente com os jogadores mais jovens.

    Mas o treinador é descrito por todos que trabalham com ele como capaz de conquistar qualquer pessoa. O jeito cativante de Luke Walton é seu grande trunfo para manter o elenco unido e com isso conseguir aplicar melhor sua filosofia de trabalho, de um basquete envolvente e divertido.

    Fala aí!